14 de agosto de 2011
Fotos de Udaipur
Udaipur, a cidade dos palácios no lago!
Deu para descansar...
12 de agosto de 2011
14 horas e Udaipur
É tempo de continuar… Jaisalmer vai ficar para trás e o deserto também. No dia 14 à noite já temos a reserva do comboio de Udaipur para Agra. Portanto, Udaipur é o destino que se segue. Para percorrer os cerca de 700km que ligam Jaisalmer a Udaipur há duas alternativas: ou de táxi privado ou de autocarro. Na primeira opção cobram-nos 6/7 Rps ao km ida e volta, ou seja, cerca de 8400 Rps (145€!!), demasiado! Procuramos durante estes dias um preço mais acessível até porque nos diziam que há táxis a vir de Udaipur para cá e a voltar vazios, e, sendo assim, poderíamos pagar entre 2600 a 3000 Rps. No entanto, o tempo vai passando e nada nos surge por um preço acessível… O mínimo foi de 4000 Rps… e lá fomos de autocarro. O que nos esperava era certamente muitas horas na estrada, entre 10h a 14h, já que quer os guias de viagem ou os blogs na net sugeriam isso mesmo. No dia de ontem uma Holandesa contava que demorou cerca de 8 horas no sentido inverso… a ver vamos…
Parte I: (15h30, dia 11/8) hora da partida, o autocarro era grande, e dividia-se em duas partes: uma primeira com assentos, ao longo do corredor central no primeiro “andar”, e uma outra com compartimentos (camas) individuais e duplos, num segundo “patamar”. Ficamos com um duplo e um single. Ao procurar os respetivos lugares verifico que as ditas camas estão cheias de areia e sujas, muito sujas… “inabitáveis” para sentar quanto mais para deitar… olhámos uns para os outros e pensámos… “vai ser bonito vai, vai...”
Depois de conseguir “vedar” o dito lugar com a minha toalha… tento acomodar-me da melhor maneira e vou olhando pela janela à medida que o autocarro começa a longa jornada… Deserto, deserto, deserto… é o que olhos alcançam. Não obstante, o autocarro vai parando, sobem mais uns quantos passageiros,e, para novamente, sempre que alguém acena na estrada o ritual repete-se, sai o “cobrador” e o candidato a passageiro comunica o local de destino, segue-se uma negociação… na maioria das vezes acertada… e assim, lá vai entrando e saindo gente. A viagem até Jodhpur (primeiro grande centro urbano onde efetuamos uma paragem mais longa) é feita assim sem grandes sobressaltos… Chegamos pelas 21h30… ufff… já passaram seis horas!!
Parte II: Estamos cerca de meia hora e voltamos há estrada… O autocarro continua cheio, digo, quer nos lugares, quer no corredor, não sobrando mesmo espaço para encomendas que depositaram aquando da partida… o parar, entrar, negociar continua… mas desta vez não vejo muito gente sair, quase nenhuma… pergunto-me, onde cabe esta gente toda? Idosos, crianças, grávidas, encomendas, caixas, sacos… tudo cabia… mas onde?!!? O lugar onde estávamos, era uma cabine fechada, e assim, só quando aberta essa janela conseguia-mos ter uma visão do corredor na sua totalidade… Já de noite, voltamos a parar no meio do nada onde estrategicamente estava localizado um estabelecimento a céu aberto com um restaurante… era a junção de duas estradas e ali estavam mais de que dois autocarros parados… Abro então a minha janela da cabine e tenho uma visão aterradora para o corredor…” Como vou sair daqui?” pergunto-me! Não havia alternativa senão pisar ou passar por cima de gente, caixotes, encomendas…!!! Começo a minha aventura dentro do autocarro e demoro uns bons quatro minutos a percorrer o seu corredor… por entre sacos, idosos, crianças, mães com bébés ao colo, tudo fui encontrando… olhavam para mim como se de um ET fosse e lá davam um jeitinho para eu ir passando…
Procuro cá fora qualquer coisa para comer… mas não consigo… compro uma cola dois pacotes de batatas fritas e fico ali de pé observar o que se ia passando… É nisto quando olho para o espaço entre dois autocarros e vejo duas senhoras descontraidamente a abandonarem um dos bus, percorrem três/quatro metros daquele espaço, dobram os joelhos, posição de cocaras, e aqui vai, em pleno espaço, “regam” até não puder mais… viro costas para não ser mal interpretado mas fico perplexo para a vida! É que, como eu, estavam ali cerca de seis, sete homens que com a maior naturalidade olham para o sucedido como se fosse uma situação normal… pois de facto seria… Eu, demoro mais três minutos a regressar ao meu lugar e estupefacto ainda fico quando dou por mim a pensar naquilo que vi e vejo… Recomeça a viagem, consigo fechar os olhos um pouco e acordo com frio já quase a chegar a Udaipur… São quase 5h da manhã, e no total vão ser 14 horas desde que começou esta aventura… Estamos muito, muito cansados, aterrados, de rastos, … mas finalmente, Udaipur!
10 de agosto de 2011
Jaisalmer... e o deserto Thar!
9 de agosto de 2011
Jodhpur, The Blue City!!
Chegámos a Jodhpur!
Um auto rickshaw, leva-nos da paragem onde o bus nos deixou (literalmente na zona de guerra dos “tuk-tuk” por um turista… até parece ser combinado!)… e, deixa-nos na bus station, esta sim, já condizente com o nome de estação de autocarros!
Era suposto estar alguém à nossa espera, como combinado com Vipin, o rapaz da guest house onde vamos ficar…, mas nada. O Xixa dá uma volta pela estação… e nada… Bem, toca a renegociar o preço com o auto rickshaw, sacar do portátil, verificar a morada da guest house, e, por entre ruas bem estreitas, a fazer lembrar qualquer beco da Sé do Porto, lá vão passando motas, auto rickshaw, que não se tocam por milagre ou por pura perícia de condução… 10 minutos e lá chegamos! O Vipin chega precisamente no momento em que vamos pagar os 60 Rps, mas, não nos deixa efetuar esse pagamento, devolve-nos o dinheiro e diz que é a oferta do “pick up” na estação, que tínhamos agendado! Aqui começa a espetacular hospitalidade da Hem Guest House!
Já depois de um banho merecido, uma volta pela cidade, sentamo-nos numa esplanada virada mesmo para o Forte de Jodhpur (uma das atracões da cidade) pedimos uma cerveja (660ml a garrafinha!!) e observamos deliciosamente a vista do magnifico forte: ENORME! Uma localização fabulosa onde provavelmente se deslumbra uma vista maravilhosa… a ver vamos!
A noite chega depressa e a luz também! O forte fica divinalmente iluminado… que espetáculo! O apetite aparece, o jantar cai que nem uma luva neste final de tarde… que abre ainda mais a curiosidade do dia seguinte: a visita ao Forte de Jodphur!
Domingo, dia 7 de Agosto… meus amigos, mais importante que tudo: Hoje é dia de SUPERTAÇA, um habitué nas nossas férias…
PÁRA TUDO JOGA o CAMPEÃO, o FC PORTO!
Mas, nem tudo em Jodhpur foi um mar “azul e branco”! No dia seguinte, e último, decidimos voltar ao Forte, não só pela panorâmica já comentada, mas, para efetuar um slide de mais de 1km distribuído por seis pontos nas imediações da fortaleza! A Flying Fox, empresa Britânica que gere o complexo radical, cobra 1350 rps (para nós 1100 J) um preço caro para o standard da Índia. O que não contávamos era que a forte trovoada, seguida de uma chuvada que até doía no corpo, decidisse aparecer! Nem impermeáveis, nem circuito radical, sobrou a molha, e que molha, e os rupias que se pouparam J. A experiência continuou, pois para descer para a cidade os auto rickshaw cobravam mais do dobro ,e nós, firmes e hirtos, molhadinhos dos pés à cabeça, negociávamos, com tamanha tempestade a cair… ganhámos! Indianos teimosos – 0 vs Portugueses ainda mais teimosos – 1 (fora de casa nem foi um mau resultado!) A descida para a cidade é impressionante… como em pouco tempo Jodhpur ficou completamente inundada! O lixo, a merda, as vacas, os cães, tudo tinha desaparecido… e, ou estava a boiar, ou já encontrava-se condensado na água… enfim, a parte triste de ver com os próprios olhos e sentir o que é viver na pobreza nua e crua… Para os Indianos, chover nestas zona é bom, porque de facto não chove tanto e é necessário, por outro lado é muito mau, friso, muito, muito mau… deixo-vos a pensar onde vão dormir nestas noites as pessoas que dormem na rua dia após dia… e são aos milhares aqui em Jodphur L
Segue-se Jaisalmer, no deserto do Thar, e um comboio (primeira vez! na Índia) para experimentar… São cerca de seis horas em Sleeper Class, ou o que isso significa nos comboios na Índia…
6 de agosto de 2011
Viagem de Pushkar a Jodhpur
Íamos deixar Pushkar para trás, e decidimos ir beber um copo… Com muita pena nossa estou a brincar! Pelo menos para já, na Índia, noite nem vê-la, não há um único sítio aberto após as 11 horas da noite nem para indiano nem para turista, e Pushkar foi o exemplo perfeito… silêncio quase total após essa hora, e recolher obrigatório! J
Seguiu-se a primeira noite mal dormida na Índia porque tínhamos uma camioneta para apanhar às 7 da manhã. Levantámo-nos às 5:30, mas ao menos aqui sempre dá para tomar pequeno-almoço a qualquer hora e lá estava o nosso pronto às 6 e pouco. Os próprios indianos dizem que “in India everything is possible, but not always available”.
Mochilas às costas para percorrer pela última vez as ruelas de Pushkar e 5 minutos depois já estávamos na mais impressionante estação em que alguma vez estive. Nem no Zimbabwe, nem Cambodja tinha visto algo assim, merda por todo o lado e a vida acontecia como se nada fosse. Os animais passavam-se por entre o lixo, comiam-no, enquanto nos tentavam vender fruta e outros alimentos para a viagem. Está-se mesmo a ver que a primeira coisa que íamos fazer era comprar comida naquela estação… O Ruizinho ainda comprou um cacho (7) de bananas por 5 rps (0,08€) J.
Para variar, e por incrível que pareça, mais uma vez a nossa camioneta saiu a horas. As primeiras 3 horas e meia de viagem foram bastante interessantes. Por entre campos verdejantes e passando em pequenas aldeias, saiam uns, entravam outros, ora estávamos à larga, ora muito apertados, mas lá podíamos ver um pouco da índia rural! Seguiram-se então duas horas finais de “autoestrada”, aborrecidas, com a camioneta cheia e desgastantes até chegarmos a Jodhpur por volta das 12:30. Ora aqui está o primeiro atraso… meia hora J em relação ao previsto, mas ainda nada de significativo comparativamente com os grandes atrasos que nos apregoaram…
A camioneta parou e disseram-nos que era a última paragem. É aqui? – Perguntámos nós. Não víamos a bus station de Jodhpur onde supostamente o meu “amigo” Vipin da Him’s Guest House deveria estar à nossa espera. Percebemos rapidamente que os buses deixavam o pessoal a 1 km da estação e um batalhão de indianos se prontificava a levar-nos a qualquer lado de richshaw. Certamente que era mais um esquema… para dar trabalho e uns trocos a mais uns quantos indianos!
20 rps para nos levaram á estação, procuramos lá alguém com uma placa “Rui” mas nada. Por mais 40 rps levou-nos até à Guest House após parar várias vezes para perguntar J. Aqui, quando eu ia pagar, de repente, aparece um indiano a correr e a dizer “pickup free, pickup free…”. Pois, não foi ninguém buscar-nos à estação mas como tínhamos combinado isso… a guest house ia pagar ou acertar contas á maneira deles! E lá poupamos nós mais 96 cêntimos J !